O Tarot

      Desde sua invenção ,as cartas de jogar,  tem sido  utilizadas para prever o futuro. Os primeiros baralhos foram denominados tarots, com 78 cartas originalmente.  Onde 56 eram cartas sequenciais  que iam de dez ao ás e quatro cartas com figuras  outras 22 cartas .

    Com o tempo o baralho sofreu alterações com remoção de algumas cartas até evoluir ao baralho que conhecemos atualmente. Tais mudanças entre tanto não influenciaram na arte da cartomancia, pois, as pessoas passaram a atribuir novos significados ás cartas dos novos baralhos, por exemplo, o nove de ouros tornou-se a “carta do desejo” indicando harmonia e sucesso enquanto que o nove de espadas indicava miséria e perda de dinheiro. A variação nos métodos de leitura é muito grande uma vez que cada leitor acrescentou uma fórmula  ao padrão já existente. (1)

      O Tarot do início da renascença italiana, no século XV, evoluiu a um instrumento divinatório e de meditação reverenciado em irmandades ocultistas. Hoje é reconhecido como um grande legado de imagens do inconsciente que sobreviveu ao teste do tempo, sendo objeto de estudo de artistas, magos e psicólogos.

     As cartas do Tarot possuem em si imagens que representam todos os aspectos da vida humana em sua jornada de vivências, das mais comuns até os mais elevados ideais, passando pelo homem médio na busca do desenvolvimento espiritual. Suas imagens são alegorias das muitas fases de desenvolvimento e amadurecimento da personalidade humana, desde a saída da infância para a adolescência, até a saída da maturidade para a velhice, ou a entrada num ciclo de iniciações .

       Jung falou em arquétipos (imagens arcaicas), imagens da memória coletiva ancestral que estão dentro de nossos inconscientes e que podem ser ativadas por determinados símbolos, que revigoram e trazem à tona toda a carga emocional que estas imagens possuem em si e que nos tocam profundamente. A décima terceira carta do Tarot, mostra um esqueleto segurando uma foice; em todo o mundo os esqueletos são símbolos da morte, da dor, das perdas e das transições dolorosas que teremos de passar inevitavelmente. Esta imagem do Tarot traduz, com perfeição, tudo o que a morte tem representado para a humanidade através dos tempos.
        Assim como esta, as outras cartas do Tarot são ilustrações sobre os anseios da alma humana, uma espécie de história em quadrinhos sobre os nossos dramas.    

      Com o Tarot podemos entender o motivo último dos acontecimentos persistentes em que, muitas vezes, nos vemos envolvidos.
       Buda já dizia que a vida humana é cíclica. Temos uma tendência obsessiva a deixar que os nossos interesses, dramas e anseios girem sempre em torno dos mesmos temas, que suscitam o desejo. Parafraseando mais uma vez Buda: “o desejo é a fonte de todo o sofrimento”. O Tarot traz, no conjunto de suas imagens, a possibilidade de refletir sobre nossas vidas, sobre o ponto em que nos encontramos e ponderar sobre onde podemos chegar se insistirmos num determinado comportamento.

     Erroneamente pensa-se que o estudo do Tarot serve apenas para a consulta de outras pessoas, o que é um erro, podemos usar o Tarot para a reflexão interior e o aprofundamento da visão sobre muitos dos nossos dilemas pessoais. (2)

Referências:

(1)http://books.google.com.br/books?id=o1Gsbfo6CVwC&lpg=PA1&dq=Psicologia%20Experimental%20%3A%20O%20Fato%20de%20Ser%20Humano%20Por%20Elton%20B.%20McNeil&hl=pt-BR&pg=PA1#v=onepage&q=Psicologia%20Experimental%20:%20O%20Fato%20de%20Ser%20Humano%20Por%20Elton%20B.%20McNeil&f=false

(2) http://www.clubedotaro.com.br/site/r69_cannes.asp

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